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domingo, 12 de fevereiro de 2012

Anatomia: conceito

No seu conceito mais amplo, a Anatomia é a ciência que estuda, macro e microscopicamente, a constituição e o desenvolvimento dos seres organizados.


Um excelente e amplo conceito de Anatomia foi proposto em 1981 pela American Association of Anatomists: anatomia é a análise da estrutura biológica, sua correlação com a função e com as modulações de estrutura em resposta a fatores temporais, genéticos e ambientais. Tem como metas principais a compreensão dos princípios arquitetônicos da construção dos organismos vivos, a descoberta da base estrutural do funcionamento das várias partes e a compreensão dos mecanismos formativos envolvidos no desenvolvimento destas. A amplitude da anatomia compreende, em termos temporais, desde o estudo das mudanças a longo prazo da estrutura, no curso de evolução, passando pelas das mudanças de duração intermediária em desenvolvimento, crescimento e envelhecimento; até as mudanças de curto prazo, associadas com fases diferentes de atividade funcional normal.


Em termos do tamanho da estrutura estudada vai desde todo um sistema biológico, passando por organismos inteiros e/ou seus órgãos até as organelas celulares e macromoléculas.

A palavra Anatomia é derivada do grego anatome (ana = através de; tome = corte). Dissecação deriva do latim (dis = separar; secare = cortar) e é equivalente etimologicamente a anatomia. Contudo, atualmente, Anatomia é a ciência, enquanto dissecar é um dos métodos desta ciência.

Seu estudo tem uma longa e interessante história, desde os primórdios da civilização humana. Inicialmente limitada ao observável a olho nu e pela manipulação dos corpos, expandiu-se, ao longo do tempo, graças a aquisição de tecnologias inovadoras.


Atualmente, a Anatomia pode ser subdividida em três grandes grupos: Anatomia macroscópica, Anatomia microscópica e Anatomia do desenvolvimento.

A Anatomia Macroscópica é o estudo das estruturas observáveis a olho nu, utilizando ou não recursos tecnológicos os mais variáveis possíveis, enquanto a Anatomia Microscópica é aquela relacionada com as estruturas corporais invisíveis a olho nu e requer o uso de instrumental para ampliação, como lupas, microscópios ópticos e eletrônicos. Este grupo é dividido em Citologia (estudo da célula) e Histologia (estudo dos tecidos e de como estes se organizam para a formação de órgãos).

A Anatomia do Desenvolvimento estuda o desenvolvimento do indivíduo a partir do ovo fertilizado até a forma adulta. Ela engloba a Embriologia que é o estudo do desenvolvimento até o nascimento.

A Anatomia Humana, a Anatomia Vegetal e a Anatomia Comparada também são especializações da anatomia. Na anatomia comparada faz-se o estudo comparativo da estrutura de diferentes animais (ou plantas) com o objetivo de verificar as relações entre eles, o que pode elucidar sobre aspectos da sua evolução.

Conceito de anatomia


Ano novo, vida nova!!!!

!

Pessoal, a partir da semana que vem as postagens serão feitas todo domingo, leiam e estejam prontos para a aula teórica.
As instruções do trabalho também serão postadas aqui.
Tornem-se seguidores de sua série nova e excluam o blog do ano passado para que não recebam postagem dupla. Assim receberão todas as atualizações do blog em seus e-mails.
Um beijo grande e torçamos para que nosso ano seja produtivo e recheado de aprendizado!!!!!

terça-feira, 26 de julho de 2011

SITE PARA PESQUISA

WW.SCIELO.BR
TRABALHO 3º BIMESTRE
INDIVIDUAL
ENTREGUE VIA E-MAIL( cemjkef@live.com) OU IMPRESSO E ENCADERNADO
REGRAS DA ABNT
ARTIGO CIENTÍFICO
(REVISÃO DE LITERATURA, de 6 a 10 autores que versem sobre o tema )
1. TÍTULO EXPLICATIVO
2. AUTOR E SUAS ESPECIFICAÇÕES
3. ABSTRACT( RESUMO EM INGLÊS)
4. RESUMO EM PORTUGUÊS
5. INTRODUÇÃO( COMO, PORQUÊ A ESCOLHA DO TEMA)/ EM 3ª PESSOA( IMPESSOALIDADE)
6. CAPÍTULOS( ATÉ 5, TODOS COM TÍTULO , TEMA ESMIUÇADO)
7. CONSIDERAÇÕES FINAIS( OPINIÃO PESSOAL)
8. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICAS( LIVROS E SITES
)



SUGESTÃO DE TEMAS:
A. ALCOOLISMO E ESPORTE
B. EDUCAÇÃO FÍSICA NA IDADE ANTIGA
C. HABILIDADES MOTORAS
D. TREINAMENTO FÍSICO
E. QUALIDADES FÍSICAS
F. PRINCÍPIOS DO TREINAMENTO
G. HISTÓRIA DO TREINAMENTO
H. JOGOS OLÍMPICOS
I. AVALIAÇÃO FÍSICA
J. ACOMPANHAMENTO NUTRICIONAL NO ESPORTE
K. LIMIAR AERÓBIO
L. LIMIAR ANAERÓBIO
M. LIMIAR DE LACTATO
N. FREQUÊNCIA CARDÍACA
O. POTÊNCIA E VELOCIDADE
P. EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR
Q. PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA
R. INDIVIDUALIDADE BIOLÓGICA
S. FORÇAS EXPLOSIVA, ESTÁTICA E DINÂMICA
T. FLEXIBILIDADE E ALONGAMENTO
U. CINESIOLOGIA
V. BIOMECÂNICA
W. CULTURA CORPORAL
X. CORPO E SOCIEDADE
Y. MÍDIA E CORPO
Z. DISTÚRBIOS PSICOALIMENTARES
AA. NUTRIÇÃO ESPORTIVA
BB. CULTURA ESPORTIVA
CC. FUTEBOL, RETRATO DO BRASIL; MITO OU VERDADE?
DD. ESPORTRES INDIVIDUAIS
EE. ESPORTES COLETIVOS
FF. PATROCÍNIO NO ESPORTE
GG. ESCOLA: PÁTIO OU PALCO?
HH. RESISTÊNCIA MUSCULAR LOCALIZADA
II. RESISTÊNCIA AERÓBIA E ANAERÓIA
JJ. EQUILÍBRIO E AGILIDADE
KK. COORDENAÇÃO MOTORA
LL. ESTDERÓIDES ANABOLIZANTES
MM. DESENVOLVIMENTO INFANTIL
NN. ADOLESCÊNCIA= TRANSFORMAÇÕES

DATAS DE ENTREGA:
1A:28 DE AGOSTO
1B:26 DE AGOSTO
1C:27 DE AGOSTO
1D:25 DE AGOSTO

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Texto para prova

Notícias da Educação Física


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O que acontece com o ácido lático e como é o processo de sua remoção?

Posted: 23 Jun 2011 02:22 AM PDT

O ácido lático é removido do sangue e dos músculos durante a recuperação após um exercício exaustivo. Em geral, são necessários 25 minutos de repouso para remover a metade do ácido lático acumulado.

A fadiga surge após os exercícios nos quais se acumularam quantidades máximas de ácido lático, a recuperação plena implica na remoção desse ácido tanto do sangue quanto dos músculos esqueléticos que estiverem ativos durante o período precedente de exercícios.

Em geral pode-se dizer que são necessários 25 minutos de repouso-recuperação após um exercício máximo para se processar a remoção de metade do ácido lático acumulado, isso significa que cerca de 95% do ácido serão removido em 1 hora e 15minutos de repouso, após um exercício máximo.

O termo repouso-recuperação se dá pelo fato que o ácido lático é mais velozmente removido se a recuperação ativa em baixa intensidade for empregada após o exercício, do que se o individuo permanecer em repouso (inativo) logo após o exercício.

Durante um exercício submáximo, porém árduo, no qual o acúmulo de ácido lático não é tão grande, será necessário menos tempo para sua remoção durante a recuperação.

Em condições aeróbias, o ritmo de remoção do lactato por outros tecidos correspondentes ao seu ritmo de formação, resultando na ausência de qualquer acúmulo efetivo de lactato, isto é, a concentração sanguínea de lactato se mantêm estável. Somente quando a remoção não mantém parelismo a produção, o lactato acumula-se no sangue.

Existem 3 destinos possíveis para o ácido lático

- Excreção na urina no suor - sabe-se que o ácido lático é excretado na urina e no suor. Entretanto, a quantidade de ácido lático assim removido durante a recuperação após um exercício é negligencial.

- Conversão em glicose e/ou glicogênio - já que o ácido lático é um produto da desintegração dos carboidratos (glicose e glicogênio), pode ser transformado de novo em qualquer um desses compostos no fígado, na presença de energia ATP necessária, contudo, e como já dissemos, a ressintese do glicogênionos músculos e no fígado é extremamente lento, quando comparado com a remoção do ácido lático. Além disso, a magnitude das alterações nos sanguíneos de glicose durante a recuperação também é mínima, portanto, a conversão do ácido lático em glicose e glicogênio é responsável apenas por uma pequena fração do ácido lático removido.

- Oxidação / conversão em Co2 e H2o, o ácido lático pode ser usado como combustível metabólico para o sistema do oxigênio, predominantemente pelo músculo, porém o músculo cardíaco, o cérebro, o fígado e o rim também são capazes dessa função. Na presença de oxigênio o ácido lático é transformado primeiro em ácido pirúvico, e a seguir em Co2 e H2o no ciclo de krebs e no sistema de transporte de elétrons, respectivamente. É evidente que o ATP é ressintetizado em reações acopladas no sistema de transporte de elétrons.





O uso de ácido lático como combustível metabólico para o sistema aeróbio é responsável pela maior parte do ácido lático. É fornecida pelo oxigênio consumido durante a fase de recuperação lenta (intensidade de trabalho abaixo de 60% do Vo2).

Como podemos lidar com o ácido atiço e o que fazer para sustentar a intensidade do exercício na presença dele.

A capacidade de gerar altos níveis sanguíneos de lactato durante um exercício máximo aumenta com o treinamento anaeróbio especifico de velocidade-potência e, subseqüentemente, diminui com um mau condicionamento.

A manutenção de um baixo nível de lactato conserva também as reservas de glicogênio, o que permite prolongar a duração de um esforço aeróbio de alta intensidade.

Foi observado em pesquisas que, a elevação dos níveis de lactato nos indivíduos treinados quando exercitados agudamente foi significativamente menor que a observada nos sedentários. Tais resultados reproduzem os achados clássicos descritos na literatura, o que nos permite avaliar como eficazes, tanto na intensidade do exercício agudo na determinação de modificações no metabolismo energético, quanto a protocolos de treinamento físico na produção de adaptações orgânicas.

Em outras palavras, treinar para aumentar o limiar anaeróbio.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Texto para prova

Princípios do Treino Desportivo

Posted: 27 May 2011 02:32 AM PDT


O treino desportivo apresenta-se como uma atividade física de longa duração, graduada de forma progressiva, individualizada, actuando especificamente nas funções humanas, fisiológicas e psicológicas, com o objectivo de superar tarefas mais exigentes do que as habituais. É assim que Bompa (1983) define treino desportivo. Ele, como muitos outros autores, apresenta definições baseadas em inúmeros estudos científicos sobre o tema.

O treino desportivo, quando aplicado adequadamente, provoca no organismo humano, adaptações morfológicas e funcionais, elevando assim o nível de forma física do indivíduo. Para tanto, alguns princípios devem ser seguidos para que a aplicação desse treino seja eficaz.





Vamos tratar daqueles considerados fundamentais em qualquer processo de treino:

Individualidade Biológica: a aplicação de cargas de treino respeitando a individualidade biológica de cada indivíduo é uma regra. Encontramos atletas que recebem a mesma sobrecarga de trabalho e reagem, sofrem adaptações, completamente diferentes. Neste caso, até as recuperações são diferentes. Para atletas jovens, é importante considerar as fases de crescimento e desenvolvimento em que se encontram. Para todos, o estilo de vida também conta;

Sobrecarga: o primeiro passo para acertarmos na determinação da sobrecarga são os testes de avaliação. Eles nos indicam em que patamar de forma o atleta se encontra e como poderemos estabelecer o volume e a intensidade da sobrecarga aplicada. Conforme os objectivos do atleta e seu nível de forma, devemos programar as cargas quanto aos aspectos de qualidade (intensidade) e quantidade (volume) de forma gradual e crescente;

Densidade: em todo o treino existem dois parâmetros – a carga ou estímulo e a pausa ou recuperação. Como já mencionado antes, a carga produz um desajuste dos sistemas e durante a recuperação, por meio da reacção do organismo, ocorre a adaptação e a super compensação. Essa recuperação necessita um tempo de repouso, ou uma diminuição da carga, para produzir todos os efeitos regenerativos e super compensatórios. Essa relação temporal entre a aplicação da carga e a recuperação denomina-se de densidade. A correcta utilização dessa relação determina a eficácia do treino.

Especificidade: outra regra bastante clara: se aplicarmos cargas de resistência, o atleta melhora a resistência. Neste caso, considerando as características próprias do desporto trabalhado, o planeamento deve conter elementos específicos (objectivos, métodos, meios, etc.) para desenvolvimento das capacidades desse desporto;

Reversibilidade: a interrupção do processo de treino provoca reversão dos efeitos obtidos ao longo do tempo. Essa perda apresenta um ritmo mais rápido para os treinos baseados na resistência e resistência de força, e mais lento para os treinos baseados na força explosiva e força máxima.

Iniciar um treino em qualquer nível não é tão simples quanto parece.

Tem que que haver um acompanhamento de um profissional, autorização médica, muita determinação e disciplina para atingir objectivos previamente definidos. Qualquer exercício tem que estar assente nos princípios do treino.

O primeiro principio do treino desportivo a ser analisado é o princípio da individualidade biológica que é a capacidade única dos seres vivos de responder ao agente que desencadeia o processo de stress.

Já o princípio da adaptação consiste em mudanças estruturais, funcionais e biológicas, geralmente irreversíveis, que passam de gerações para gerações. É a famosa genética, alguns têm maior facilidade de desenvolver uma capacidade física em comparação a outros, mesmo quando ambos utilizam o mesmo exercício.

O princípio desportivo da aclimação corresponde a mudanças estruturais reversíveis em função da imposição de estímulos não naturais ao organismo, ou seja, o exercício físico. São os resultados de um treino.

O princípio do treinamento desportivo da sobrecarga diz respeito à capacidade do exercício de ultrapassar as demandas fisiológicas, ou seja, os limites do corpo, obrigando o organismo a uma nova aclimação.

O princípio do treinamento desportivo da super compensação é a capacidade do organismo de aumentar as suas reservas energéticas após uma carga desgastante quase máxima, desde que seja submetido a um período de descanso suficiente.

O princípio do treinamento desportivo da especificidade está pautado na sua própria especificidade, ou seja, o treino deverá reflectir aquilo que queremos treinar ou melhorar. O princípio da continuidade diz que, a partir do momento em que deixamos de fazer uma certa atividade, o nosso desempenho não será igual naquela atividade.