METABOLISMO ENERGÉTICO NO TRABALHO MUSCULAR E SUA APLICAÇÃO NO TREINO
No início de qualquer atividade física predomina o ATP. LANCHA JUNIOR (1996) afirma que, imediatamente após o início do exercício, a energia utilizada é o ATP-CP. Segundo o professor de fisiologia do exercício Fernando Augusto Monteiro Saboia Pompeu (comunicação pessoal, março de 1994), esse acontecimento se deve à ressíntese do ATP pela quebra do CP. HOCHACHKA (1999) diz que a enzima creatinafosfoquinase (CPK) controla a quebra do CP. O metabolismo ATP-CP predomina até 30 segundos, em seguida o sistema glicolítico prevalece no exercício. Hultman (1967), citado por LANCHA JUNIOR (1996), informa que o carboidrato é a fonte de energia do metabolismo glicolítico, mas FOX et al. (1991) avisam que esse carboidrato é transformado em glicose, a fim de ser usado, ou convertido, em glicogênio para ser armazenado no fígado e nos músculos.
Metabolismo Energético
Tempo Predominante do Metabolismo/ Tempo de Restauração Energética/Ação no Intervalo / Capacidade Física Correspondente
ATP 1 a 6`` (um estímulo) força explosiva
ATP-CP 1 a 30`` 30`` - 70%
1` - 80%
2 a 3` - 90%
4 a 5` - 100%
(soltura,movimentar braços e pernas;andar,força explosiva,força dinâmica,velocidade)
Glicolítico 30`` a 3` exercícios intervalados intensos com pouca duração
30` - restauração significante
2 h – 39% ; 5 h – 53% e 24 h – 100%
(exercícios contínuos de baixa,intensidade e longa duração)
10 h – 60 % ; 48 h – 100%
exercícios de musculação e ginástica localizada
10 h – 60%; 24 a 48 h – 100%
(andar rápido,andar rápido e movimentar os braços,trote a 44% do VO2 máx (melhor intensidade para a remoção do AL), resistência, muscular,localizada (RML),resistência de alta intensidade do tipo 3)
Aeróbio 3` em diante 10 a 15`` (restauração curta)
1 a 5` (restauração média)
1 h ou vários dias (restauração longa)
(soltura,movimentar braços e pernas,andar,andar e movimentar os braços,trote a 50% do VO2 máx (melhor intensidade para manter o estímulo de treinamento aeróbio),resistência aeróbia,endurance muscular.
Metabolismo
Energético
Tempo Predominante
do Metabolismo
Tempo de Restauração
Energética
Ação no Intervalo Capacidade Física
Correspondente
ATP 1 a 6`` (um estímulo) força explosiva
ATP-CP 1 a 30`` 30`` - 70%
1` - 80%
2 a 3` - 90%
4 a 5` - 100%
soltura
movimentar braços e pernas
andar
força explosiva
força dinâmica
velocidade
Glicolítico 30`` a 3` exercícios intervalados
intensos com pouca duração
30` - restauração significante
2 h – 39% ; 5 h – 53% e 24 h – 100%
exercícios contínuos de baixa
intensidade e longa duração
10 h – 60 % ; 48 h – 100%
exercícios de musculação e ginástica
localiza da
10 h – 60%; 24 a 48 h – 100%
andar rápido
andar rápido e movimentar os braços
trote a 44% do VO2 máx (melhor
intensidade para a remoção do AL)
resistência
muscular
localizada (RML)
resistência de alta
intensidade do tipo
3
Aeróbio 3` em diante 10 a 15`` (restauração curta)
1 a 5` (restauração média)
1 h ou vários dias (restauração longa)
soltura
movimentar braços e pernas
andar
andar e movimentar os braços
trote a 50% do VO2 máx (melhor
intensidade para manter o estímulo
de treinamento aeróbio)
resistência aeróbia
endurance muscular
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quarta-feira, 26 de maio de 2010
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Texto para estudo
Texto para estudo
Continuando nossos estudos de fisiologia, leia o texto com atenção e ilustre os temas no caderno.
Entrega dia 17 de maio.
A fisiologia muscular
O ATP é a principal fonte do retraimento muscular, esta fonte provém do glicogênio, ou seja, glicose conglomerada.
A molécula de glicogênio se divide nas unidades de glicose, e através da fermentação e da respiração aeróbia, as moléculas de glicose se rompem.
Havendo a precariedade de oxigênio, será aglomerado ácido lático no músculo. Ocorrendo a possibilidade deste mesmo ar voltar a circular no tecido e ser transformado em acido pirúvico.
Para que haja o relaxamento do músculo é necessária a presença de creatina fosfato. Para que o músculo se retraia é necessária a presença de glicogênio.
Teoria dos miofilamentos deslizantes
Teoria criada por Huxley, compreende a contração muscular. Fundamenta-se na hipótese de que durante a contração, a actina e a miosina permanecem estáticas no músculo, ou seja, não se movem, elas escorregam entre si, se aproximando, e reduzindo a faixa H.
Vejam na figura abaixo, que no momento de contração e relaxamento, as dimensões da banda A não são alteradas. Já a banda I aumenta o seu tamanho no relaxamento e diminui na contração.
As pontes laterais são as estruturas que saem dos miofilamentos da miosina são responsáveis pelo deslizamento que locomove os filamentos de actina em relação aos filamentos de miosina.
Se caso a miosina de um músculo desagregar-se, a faixa A será ocultada. Com essa afirmativa, foi concluído que quando um filamento é grosso, ele é formado por miosina, e quando é fino é formado por actina.
A importância do cálcio na contração
O cálcio é um fator essencial para a divisão do ATP, com esta divisão o mesmo libera energia que será transferida para o filamento do músculo. O músculo então descontrai, pois o cálcio retorna para as nervuras obstruindo o desenvolvimento da ATP.
Acredita-se que o músculo não terá força suficiente para se movimentar não recebendo os estímulos e mensagens necessárias, por outro lado existe o plano de transporte na quais as nervuras sarcoplasmáticas obterão a presteza suficiente para o fornecimento das mensagens.
Continuando nossos estudos de fisiologia, leia o texto com atenção e ilustre os temas no caderno.
Entrega dia 17 de maio.
A fisiologia muscular
O ATP é a principal fonte do retraimento muscular, esta fonte provém do glicogênio, ou seja, glicose conglomerada.
A molécula de glicogênio se divide nas unidades de glicose, e através da fermentação e da respiração aeróbia, as moléculas de glicose se rompem.
Havendo a precariedade de oxigênio, será aglomerado ácido lático no músculo. Ocorrendo a possibilidade deste mesmo ar voltar a circular no tecido e ser transformado em acido pirúvico.
Para que haja o relaxamento do músculo é necessária a presença de creatina fosfato. Para que o músculo se retraia é necessária a presença de glicogênio.
Teoria dos miofilamentos deslizantes
Teoria criada por Huxley, compreende a contração muscular. Fundamenta-se na hipótese de que durante a contração, a actina e a miosina permanecem estáticas no músculo, ou seja, não se movem, elas escorregam entre si, se aproximando, e reduzindo a faixa H.
Vejam na figura abaixo, que no momento de contração e relaxamento, as dimensões da banda A não são alteradas. Já a banda I aumenta o seu tamanho no relaxamento e diminui na contração.
As pontes laterais são as estruturas que saem dos miofilamentos da miosina são responsáveis pelo deslizamento que locomove os filamentos de actina em relação aos filamentos de miosina.
Se caso a miosina de um músculo desagregar-se, a faixa A será ocultada. Com essa afirmativa, foi concluído que quando um filamento é grosso, ele é formado por miosina, e quando é fino é formado por actina.
A importância do cálcio na contração
O cálcio é um fator essencial para a divisão do ATP, com esta divisão o mesmo libera energia que será transferida para o filamento do músculo. O músculo então descontrai, pois o cálcio retorna para as nervuras obstruindo o desenvolvimento da ATP.
Acredita-se que o músculo não terá força suficiente para se movimentar não recebendo os estímulos e mensagens necessárias, por outro lado existe o plano de transporte na quais as nervuras sarcoplasmáticas obterão a presteza suficiente para o fornecimento das mensagens.
quinta-feira, 18 de março de 2010
QUESTÕES PARA RESPONDER NO CADERNO
1. DEFINA OS CONCEITOS DE : sistemas energéticos, sistema aeróbio, sistema anaeróbio, glicose, glicogênio, fosfocreatina, ADP, ATP, ácido lático, Ciclo de Krebs, " steady state".
2. Interprete o gráfico abaixo e relta as fontes de energia e os sistemas energéticos usados.
2. Interprete o gráfico abaixo e relta as fontes de energia e os sistemas energéticos usados.
sábado, 6 de março de 2010
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Mais explicações sobre sistemas energéticos
Restauração das reservas de fosfagênios (ATP-PC)
Os fosfagênios são os primeiros compostos energéticos gastos durante uma atividade física. Vários estudos mostram que a restauração destes compostos ocorre muito rapidamente, sendo aproximadamente 70% restaurados nos primeiros 30 segundos após o exercício e os 30% restantes restaurados dentro de um período que oscila entre 3 e 6 minutos.
A restauração dos fosfagênios requer uma certa quantidade de ATP. Este ATP será fornecido principalmente pelo sistema aeróbio através do oxigênio consumido durante o componente rápido de recuperação e secundariamente pelo sistema anaeróbio através da glicólise anaeróbia (Fox, 2000).
3 - Restauração do glicogênio muscular
Ao contrário dos fosfagênios, que são restaurados em poucos minutos, o glicogênio muscular leva dias para ser restaurado completamente. A quantidade destes dias dependerá basicamente de dois fatores: 1) o tipo de exercício praticado (longa duração e contínuo ou curta duração e intermitente) e 2) alimentação no período de recuperação.
Para exercícios físicos de longa duração e sem intervalos, observa-se que nas primeiras duas horas de recuperação a quantidade de glicogênio muscular restaurada é insignificante. Após este período, tudo irá depender da alimentação. Se for uma alimentação rica em carboidratos, aproximadamente 60% do glicogênio muscular é reposto em 10 horas e os 40% restantes são completamente restaurados em um período de dois dias. Já se a alimentação for pobre em carboidratos, pode ser que até mesmo em um período aproximado de 5 dias a restauração do glicogênio muscular seja insignificante.
Para exercícios físicos de curta duração e com intervalos, observa-se que nos primeiros 30 minutos de recuperação uma quantidade significativa de glicogênio muscular é restaurada, mesmo que não haja ingestão alimentar. A restauração completa requer um período aproximado de vinte e quatro horas; porém, cerca de 53% do glicogênio é ressintetizado rapidamente dentro das primeiras cinco horas de recuperação sem que haja necessidade de uma alimentação rica em carboidratos.
O ATP necessário para a restauração do glicogênio é proveniente do componente lento de recuperação. O sistema aeróbio produz este ATP cuja função é servir como fonte de energia suficiente para unir os precursores comuns do glicogênio (lactato, piruvato e glicose) em um processo conhecido como neoglicogênese.
Os fosfagênios são os primeiros compostos energéticos gastos durante uma atividade física. Vários estudos mostram que a restauração destes compostos ocorre muito rapidamente, sendo aproximadamente 70% restaurados nos primeiros 30 segundos após o exercício e os 30% restantes restaurados dentro de um período que oscila entre 3 e 6 minutos.
A restauração dos fosfagênios requer uma certa quantidade de ATP. Este ATP será fornecido principalmente pelo sistema aeróbio através do oxigênio consumido durante o componente rápido de recuperação e secundariamente pelo sistema anaeróbio através da glicólise anaeróbia (Fox, 2000).
3 - Restauração do glicogênio muscular
Ao contrário dos fosfagênios, que são restaurados em poucos minutos, o glicogênio muscular leva dias para ser restaurado completamente. A quantidade destes dias dependerá basicamente de dois fatores: 1) o tipo de exercício praticado (longa duração e contínuo ou curta duração e intermitente) e 2) alimentação no período de recuperação.
Para exercícios físicos de longa duração e sem intervalos, observa-se que nas primeiras duas horas de recuperação a quantidade de glicogênio muscular restaurada é insignificante. Após este período, tudo irá depender da alimentação. Se for uma alimentação rica em carboidratos, aproximadamente 60% do glicogênio muscular é reposto em 10 horas e os 40% restantes são completamente restaurados em um período de dois dias. Já se a alimentação for pobre em carboidratos, pode ser que até mesmo em um período aproximado de 5 dias a restauração do glicogênio muscular seja insignificante.
Para exercícios físicos de curta duração e com intervalos, observa-se que nos primeiros 30 minutos de recuperação uma quantidade significativa de glicogênio muscular é restaurada, mesmo que não haja ingestão alimentar. A restauração completa requer um período aproximado de vinte e quatro horas; porém, cerca de 53% do glicogênio é ressintetizado rapidamente dentro das primeiras cinco horas de recuperação sem que haja necessidade de uma alimentação rica em carboidratos.
O ATP necessário para a restauração do glicogênio é proveniente do componente lento de recuperação. O sistema aeróbio produz este ATP cuja função é servir como fonte de energia suficiente para unir os precursores comuns do glicogênio (lactato, piruvato e glicose) em um processo conhecido como neoglicogênese.
Texto para reflexão
"NORMOSE"
(a doença de ser normal)
Todo mundo quer se encaixar num padrão. Só que o padrão propagado não
é exatamente fácil de alcançar. O sujeito "normal" é magro, alegre,
belo, sociável, e bem-sucedido. Bebe socialmente, está de bem com a
vida, não pode parecer de forma alguma que está passando por algum
problema. Quem não se "normaliza", quem não se encaixa nesses padrões,
acaba adoecendo. A angústia de não ser o que os outros esperam de nós
gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações
de não enquadramento.
A pergunta a ser feita é: quem espera o quê de nós? Quem são esses
ditadores de comportamento que "exercem" tanto poder sobre nossas
vidas? Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja
assim ou assado. Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha
"presença" através de modelos de comportamento amplamente divulgados.
A normose não é brincadeira. Ela estimula a inveja, a auto-depreciaçã
o e a ânsia de querer ser o que não se precisa ser. Você precisa de
quantos pares de sapato? Comparecer em quantas festas por mês? Pesar
quantos quilos até o verão chegar?
Então, como aliviar os sintomas desta doença? Um pouco de auto-estima
basta. Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem
todas as regras bovinamente, e sim, aquelas que desenvolveram
personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu
modo. Criaram o seu "normal" e jogaram fora a fórmula, não
patentearam, não passaram adiante. O normal de cada um tem que ser
original. Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos
outros. É fraude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais.
Eu simpatizo cada vez mais com aqueles que lutam para remover
obstáculos mentais e emocionais e tentam viver de forma mais íntegra,
simples e sincera. Para mim são os verdadeiros normais, porque não
conseguem colocar máscaras ou simular situações. Se parecem sofrer, é
porque estão sofrendo. E se estão sorrindo, é porque a alma lhes é
iluminada. A normose está doutrinando erradamente muitos homens e
mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e
felizes.
Michel Schimidt
Psicoterapeuta
(a doença de ser normal)
Todo mundo quer se encaixar num padrão. Só que o padrão propagado não
é exatamente fácil de alcançar. O sujeito "normal" é magro, alegre,
belo, sociável, e bem-sucedido. Bebe socialmente, está de bem com a
vida, não pode parecer de forma alguma que está passando por algum
problema. Quem não se "normaliza", quem não se encaixa nesses padrões,
acaba adoecendo. A angústia de não ser o que os outros esperam de nós
gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações
de não enquadramento.
A pergunta a ser feita é: quem espera o quê de nós? Quem são esses
ditadores de comportamento que "exercem" tanto poder sobre nossas
vidas? Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja
assim ou assado. Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha
"presença" através de modelos de comportamento amplamente divulgados.
A normose não é brincadeira. Ela estimula a inveja, a auto-depreciaçã
o e a ânsia de querer ser o que não se precisa ser. Você precisa de
quantos pares de sapato? Comparecer em quantas festas por mês? Pesar
quantos quilos até o verão chegar?
Então, como aliviar os sintomas desta doença? Um pouco de auto-estima
basta. Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem
todas as regras bovinamente, e sim, aquelas que desenvolveram
personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu
modo. Criaram o seu "normal" e jogaram fora a fórmula, não
patentearam, não passaram adiante. O normal de cada um tem que ser
original. Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos
outros. É fraude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais.
Eu simpatizo cada vez mais com aqueles que lutam para remover
obstáculos mentais e emocionais e tentam viver de forma mais íntegra,
simples e sincera. Para mim são os verdadeiros normais, porque não
conseguem colocar máscaras ou simular situações. Se parecem sofrer, é
porque estão sofrendo. E se estão sorrindo, é porque a alma lhes é
iluminada. A normose está doutrinando erradamente muitos homens e
mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e
felizes.
Michel Schimidt
Psicoterapeuta
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